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Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes
Com cerca de 160 artistas, 14 exposições e 13 espaços, a Bienal desenvolve-se em rede, com programação distribuída por Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.
Em vez de se concentrar numa única cidade ou num único espaço, a iniciativa constrói uma programação comum à escala das Terras de Trás-os-Montes. Cada exposição mantém a sua identidade, o seu espaço e a sua proposta curatorial, mas todas integram um mesmo percurso que liga artistas, curadores, espaços culturais, comunidades e públicos.
Linha da Terra é o conceito que dá unidade à Bienal. A linha representa a ligação entre lugares, pessoas, artistas e diferentes formas de olhar o território; a terra remete para a paisagem, a memória, a matéria, a identidade e os processos de transformação que moldam as Terras de Trás-os-Montes.
Esta dimensão intermunicipal está também associada a uma aposta na descentralização cultural e no acesso à cultura. Ao levar a criação contemporânea a diferentes pontos do território, a Bienal aproxima a programação artística das comunidades e cria novas oportunidades de contacto entre públicos, artistas e espaços culturais.
Ao longo de três meses, a arte contemporânea transforma-se, assim, num elemento de ligação entre os nove concelhos, reforçando a cultura enquanto fator de participação, coesão e valorização territorial.
Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal desenvolve-se a partir de diferentes projetos curatoriais, reunindo nomes com percursos reconhecidos na criação, curadoria, investigação e direção de instituições artísticas: Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, António Meireles, Natália Fauvrelle, Jorge da Costa, Rui Ferro, Marta Lima, Domingos Loureiro, Carlos Costa, Jacinta Costa, Jaime Silva, Ana Barroco, Alexandra Silvano, Felícia de Sousa e Agostinho Santos. A diversidade de olhares curatoriais acompanha a própria natureza intermunicipal do projeto: cada exposição afirma uma identidade e uma proposta próprias, integrando-se, simultaneamente, numa programação comum à escala das Terras de Trás-os-Montes.
A Bienal conta ainda com uma rede de parceiros que integra o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, a Cooperativa Árvore, a Faculdade de Belas artes da Universidade do Porto, o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, o Museu Abade de Baçal, o Museu do Douro e a Sociedade Nacional de Belas Artes, alargando as relações do projeto com instituições ligadas à criação, investigação, preservação e divulgação artística.
A programação expositiva será acompanhada por atividades educativas, visitas orientadas, conversas, oficinas e outras iniciativas de aproximação entre artistas, obras e comunidades, procurando prolongar a relação entre as exposições e os diferentes públicos do território.
A Bienal arranca a 1 de outubro, em Alfândega da Fé, seguindo-se um calendário de inaugurações que percorre, por ordem alfabética, os restantes concelhos do território.
