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Bienal Linha da Terra chega a mais três concelhos com cinco novas exposições
A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra chegou a Miranda do Douro, Mirandela e Mogadouro, com a inauguração de cinco exposições entre os dias 8 e 10 de outubro. Depois de Alfândega da Fé e Bragança, a programação alarga-se a novos espaços, aproximando artistas, públicos e municípios num projeto comum de valorização do território.
Da identidade do Planalto Mirandês à memória ferroviária de Mirandela, passando pelo encontro de gerações e linguagens artísticas em Mogadouro, as exposições dão expressão à diversidade que a Bienal reúne. São também novos motivos para percorrer a região e descobrir os seus equipamentos culturais.
Nas inaugurações, o presidente do Conselho Intermunicipal, Pedro Lima, destacou a coesão territorial como uma das principais responsabilidades da CIM e apontou a Bienal como uma forma concreta de a promover. A ligação dos nove concelhos através de uma programação partilhada permite descentralizar o acesso à arte contemporânea, reforçar a cooperação entre municípios e projetar as Terras de Trás-os-Montes fora da região. A esta dimensão cultural junta-se o potencial turístico de um projeto que convida à circulação de visitantes entre diferentes espaços e localidades.
Em Miranda do Douro, as portas abriram a 8 de outubro. A Biblioteca Municipal Padre António Maria Mourinho acolhe "Terra que fala / Tierra que fala", com curadoria de Domingos Loureiro, reunindo nove artistas portugueses e espanhóis em torno da terra, da memória e da identidade mirandesa. Na Antiga Cadeia, João Paulo Meirinhos apresenta "Terra que fala — Anamnese", com coordenação de Domingos Loureiro, num percurso que relaciona a experiência do território com as ideias de pertença e liberdade.
No dia seguinte, a Bienal chegou à Estação das Artes, em Mirandela, com "A linha é uma passagem, para outra margem". Sob curadoria de Carlos Casimiro da Costa e Jacinta Costa, artistas de Portugal, Espanha, Estónia e Chéquia cruzam diferentes formas de criação numa exposição que dialoga com a história da antiga estação ferroviária.
Mogadouro juntou-se a este percurso a 10 de outubro, com duas propostas. Na Casa das Artes e Ofícios António Moraes Machado, "Habitar o Espaço", com curadoria de Jaime Silva, reúne diferentes matérias e expressões artísticas, da pintura e do desenho à fotografia, tapeçaria e instalação. No Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, a exposição com curadoria de Ana Barroco apresenta obras de Alexandra Prieto, Vítor Gouvinhas, Ana Barroco, Patrícia Furtado e Pedro César Teles.
Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal é promovida pela CIM Terras de Trás-os-Montes, em articulação com os nove municípios. As cinco exposições agora inauguradas podem ser visitadas até 31 de dezembro, integrando uma programação que faz da arte contemporânea um ponto de encontro entre os concelhos e um convite à descoberta do território.
