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Bienal Linha da Terra chega esta semana a Miranda do Douro, Mirandela e Mogadouro
Depois de Alfândega da Fé e Bragança, três novos concelhos abrem portas à arte contemporânea nos dias 8, 9 e 10 de outubro.
A Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra continua o seu percurso pelo território, com abertura de novas exposições em Miranda do Douro, Mirandela e Mogadouro. Os três concelhos juntam-se a Alfândega da Fé e Bragança, onde a Bienal abriu portas nos dias 1 e 2 de outubro.
Em Miranda do Douro, a 8 de outubro, às 18h00, a abertura dá a conhecer duas propostas ligadas ao Planalto Mirandês: «Terra que fala / Tierra que habla», na Biblioteca Municipal Padre António Maria Mourinho, com curadoria de Domingos Loureiro, e «Terra que fala — Anamnese», de João Paulo Meirinhos, no antigo estabelecimento prisional, com coordenação de Domingos Loureiro. A terra, a memória e a identidade atravessam as duas exposições.
Em Mirandela, a 9 de outubro, às 18h00, a Estação das Artes recebe "A linha é uma passagem para outra margem", com curadoria de Carlos Costa e Jacinta Costa. Artistas portugueses, espanhóis, estónios e checos cruzam diferentes linguagens artísticas num percurso que dialoga com a história e os espaços da antiga estação.
Em Mogadouro, a 10 de outubro, às 15h00, abrem duas exposições: "Habitar o Espaço", com curadoria de Jaime Silva, na Casa das Artes e Ofícios António Moraes Machado, e a exposição com curadoria de Ana Barroco, no Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco. Diferentes materiais e formas de expressão e um encontro entre gerações marcam as propostas do concelho.
Promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, com direção artística de Inês Falcão, a Bienal decorre até dezembro nos nove concelhos: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.
Sob o mote «Um território ligado pela arte», o projeto aposta na descentralização cultural e no acesso à arte contemporânea fora dos grandes centros. Ao dinamizar espaços culturais e ligá-los numa programação comum, cria condições para a circulação de públicos, a cooperação entre municípios e a descoberta do território. A cultura assume-se, assim, como fator de coesão e de afirmação das Terras de Trás-os-Montes.
A Bienal conta com a participação dos nove municípios e com a colaboração do Museu do Abade de Baçal, do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, do Museu do Douro, da Fundação Bienal de Cerveira, da Cooperativa Árvore, da Sociedade Nacional de Belas-Artes, do Laboratório de Artes na Montanha – Graça Morais e da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
