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Miranda do Douro abre duas exposições da Bienal Linha da Terra
Duas exposições que cruzam arte contemporânea, memória e identidade do Planalto Mirandês abriram ao público, a 8 de outubro, em Miranda do Douro. A Biblioteca Municipal Padre António Maria Mourinho e a Antiga Cadeia são os dois espaços do concelho que integram a Bienal Linha da Terra, um projeto que liga os nove municípios das Terras de Trás-os-Montes através da arte.
Na inauguração, o presidente do Conselho Intermunicipal, Pedro Lima, defendeu que a promoção da coesão territorial deve ser um dos principais objetivos da CIM Terras de Trás-os-Montes e traduzir-se em iniciativas concretas. Apontou a Bienal como exemplo dessa ação, pela capacidade de aproximar os concelhos, relacionar os seus espaços culturais e descentralizar o acesso à criação contemporânea.
O responsável destacou o carácter inédito desta dimensão intermunicipal, com exposições patentes em simultâneo nos nove concelhos. Considerou também que o projeto dá expressão à estratégia da CIM de valorização e promoção do território, contribuindo para a sua afirmação e projeção fora da região.
A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, sublinhou, por sua vez, o papel da cultura como fator de desenvolvimento. A autarca valorizou a aposta na arte contemporânea e manifestou o desejo de que esta celebração tenha continuidade nos próximos anos.
Na Biblioteca Municipal, “Terra que fala / Tierra que fala”, com curadoria de Domingos Loureiro, reúne nove artistas portugueses e espanhóis. A exposição parte do Planalto Mirandês para explorar diferentes relações com a terra, dando particular atenção à língua mirandesa enquanto expressão de identidade e transmissão de memória.
A Exposição coletiva inclui obras de Alba Cortes, Álvaro Domingos, Balbina Mendes, José Maria Lillo, José Naranjo Ferrari, Luís Fortunato Lima, Maria Cruz, Maria Regina Ramos e Teresa Almeida.
Na Antiga Cadeia, João Paulo Meirinhos apresenta “Terra que fala - Anamnese”, com coordenação de Domingos Loureiro. O artista, com origem no Planalto Mirandês, transforma o antigo estabelecimento prisional num percurso sobre a sua relação com o território. O próprio edifício participa nessa reflexão sobre pertença e liberdade, entre um lugar que limita e um lugar que protege.
As duas exposições estão patentes até 31 de dezembro e têm entrada gratuita.
Promovida pela CIM Terras de Trás-os-Montes, com a participação dos nove municípios e direção artística de Inês Falcão, a Bienal Linha da Terra desenvolve uma programação comum sob o mote "Um território ligado pela arte".
